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Vermifugação: Uma das Prática Mais Importantes na Manutenção da Saúde Equina

A vermifugação de cavalos é uma das práticas mais importantes para a manutenção da saúde desses animais. O manejo adequado dos parasitas internos pode evitar desde problemas simples até condições graves, que comprometem a qualidade de vida, o desempenho e até a sobrevivência dos equinos. Quando negligenciada, a falta de controle sobre parasitas pode resultar em queda no rendimento esportivo, alterações na estética e até na morte de potros e adultos. Por isso, é fundamental entender as melhores práticas e técnicas para garantir que os cavalos se mantenham saudáveis e livres de vermes.

Por que a vermifugação é essencial?


Parasitas internos, como vermes, são um problema constante em criações de cavalos. Eles habitam o trato gastrointestinal dos animais e competem com eles pela absorção de nutrientes, além de provocar danos diretos às estruturas do sistema digestivo. Esses vermes podem causar cólicas, diarreias, perda de peso, fraqueza, e, em casos mais graves, anemia, bloqueio intestinal e até morte.

Quando um cavalo está contaminado com vermes, sua aparência externa também pode ser prejudicada. O animal pode apresentar pelagem opaca, emagrecimento, falta de energia e resistência física reduzida. Para quem depende de cavalos para atividades esportivas, esses problemas podem ser catastróficos, comprometendo completamente o desempenho do animal.

Vermifugação: frequência e prática recomendada


A prática ideal para o controle de parasitas seria a realização regular de exames de contagem de ovos por grama de fezes (OPG). Esse exame permite quantificar a carga parasitária no cavalo, ou seja, a quantidade de ovos de vermes presentes nas fezes, o que indica o nível de infestação. Com base nos resultados, seria possível determinar com precisão quando e qual tipo de vermífugo utilizar, evitando o uso excessivo ou a escolha incorreta de medicamentos. No entanto, esse tipo de manejo é caro e requer uma estrutura mais avançada que a maioria dos criadores e proprietários de cavalos não possui.

Dessa forma, muitos optam por um regime de vermifugação regular, com intervalos estabelecidos, independentemente da realização do exame. A recomendação mais comum na literatura é realizar a vermifugação a cada 90 dias. Esse intervalo pode variar dependendo do local, das condições climáticas e do nível de infestação da área onde os cavalos vivem. Por exemplo, em locais com clima quente e úmido, onde o ciclo de vida dos parasitas é favorecido, pode ser necessário ajustar a frequência da vermifugação.

Princípios ativos dos vermífugos e rotatividade


Existem diferentes tipos de vermífugos disponíveis no mercado, e cada um deles possui princípios ativos específicos que combatem diferentes tipos de parasitas. O uso constante de um mesmo vermífugo pode resultar no desenvolvimento de resistência pelos parasitas, o que significa que o medicamento deixa de ser eficaz. Para evitar isso, recomenda-se a rotatividade dos princípios ativos a cada aplicação.

Os principais tipos de vermífugos e seus princípios ativos incluem:

Benzimidazóis: Como o albendazol e o fenbendazol, esse grupo atua principalmente contra vermes redondos, como ascarídeos e oxiúros. Eles interferem no metabolismo dos parasitas, levando-os à morte.

Lactonas macrocíclicas: Incluem as avermectinas e ivermectinas, e são altamente eficazes no controle de parasitas internos e externos, como vermes redondos, ácaros e piolhos.

Pirantel: Comumente usado para vermes redondos, o pirantel é seguro para potros e cavalos jovens, e tem ação paralisante nos vermes, levando-os à expulsão.

Praziquantel: Usado para o controle de tênias, um parasita que pode causar danos ao intestino delgado dos cavalos. Embora menos comum, a presença de tênias pode ser perigosa se não tratada.

Além de alternar os vermífugos, é importante seguir corretamente as instruções de dosagem para garantir a eficácia do tratamento. Subdosagens podem ser ineficazes e contribuir para o desenvolvimento de resistência, enquanto superdosagens podem causar intoxicações.

Manejo preventivo: além da vermifugação


Embora a vermifugação regular seja crucial, não é a única medida para o controle eficaz de parasitas. Um manejo preventivo adequado pode reduzir significativamente a infestação parasitária, limitando a exposição dos cavalos aos ovos de vermes. Algumas práticas recomendadas incluem:

Limpeza frequente das áreas de pastagem: A remoção regular de fezes dos piquetes ajuda a interromper o ciclo de vida dos parasitas. Os ovos de vermes são depositados nas fezes e, quando eliminados, podem ser ingeridos novamente pelos cavalos enquanto pastam.

Rotação de pastagens: Alternar as áreas de pasto reduz a concentração de parasitas em uma mesma área, permitindo que as larvas morram naturalmente antes que os cavalos voltem a ser expostos.

Evitar superlotação: Cavalos mantidos em áreas pequenas com muitos outros animais têm maior probabilidade de serem expostos a parasitas, já que o contato com as fezes é mais frequente.

Isolamento de novos animais: Antes de introduzir novos cavalos ao rebanho, é recomendável mantê-los em quarentena e realizar uma vermifugação completa para evitar a introdução de novos parasitas no ambiente.

Monitoramento de potros e jovens: Cavalos jovens são mais suscetíveis à infestações parasitárias, o que pode comprometer seu desenvolvimento. Portanto, o manejo preventivo nesses animais deve ser ainda mais rigoroso.

Consequências da falta de vermifugação


A falta de um controle eficaz de parasitas pode ser devastadora, tanto em termos de saúde quanto financeiramente. Cavalos com parasitas não tratados podem apresentar uma série de problemas, incluindo:

Cólica parasitária: A presença de grandes quantidades de vermes no intestino pode causar bloqueios, resultando em cólicas severas e, em alguns casos, a necessidade de intervenção cirúrgica.

Anemia: Vermes hematófagos, como o Strongylus vulgaris, se alimentam do sangue do cavalo, causando anemia. Isso pode enfraquecer o animal, diminuir sua capacidade de desempenho e até levar à morte em casos graves.

Perda de peso e desnutrição: A competição por nutrientes entre o cavalo e os parasitas afeta diretamente a absorção de nutrientes essenciais, resultando em perda de peso, atraso no crescimento de potros e redução da massa muscular.

Imunossupressão: Cavalos parasitados tendem a apresentar uma redução da eficiência do sistema imunológico, o que os torna mais vulneráveis a outras infecções e doenças.

Conclusão


Manter uma rotina de vermifugação eficaz e um manejo preventivo adequado é essencial para garantir a saúde e o bem-estar dos cavalos. Embora o exame de contagem de ovos por grama de fezes seja a maneira mais precisa de avaliar a necessidade de vermifugação, na prática, muitos proprietários optam por realizar a aplicação a cada 90 dias, conforme as condições locais. A rotatividade de princípios ativos, associada a práticas de higiene e prevenção, é fundamental para manter o controle de parasitas sem prejudicar a eficácia dos vermífugos.

Ao cuidar de seus cavalos de maneira adequada, criadores e proprietários não só garantem a saúde dos animais, mas também evitam perdas econômicas e melhoram o desempenho, seja em competições ou em atividades cotidianas.

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